Artigos
Comentários

Originais à venda! {Originals for sale!}

A partir de hoje está à venda na Plus galeria uma série de três desenhos meus, em grafite e pastel seco sob papel, o primeiro de uma série de desenhos e quadros exclusivos! Estou aproveitando as brechas entre trabalhos de ilustração para desenvolver alguns projetos paralelos, então fiquem de olho que logo logo estarei anunciando mais originais exclusivos na Plus!

From now on sale at Plus gallery a series of three drawings made by me, with graphite and dry pastel on paper, the first of a series of exclusive drawings and paintings! I’m taking advantage of the spare time between one illustration work to another to dedicate myself to some paralel projects, so keep one eye because soon there’ll be more originals for sale at Plus!

Chá das Cinco

Work now, bitch!

Sàrmede!

Para quem ainda não sabe estive fora de 17 de junho ao dia 6 de julho, fazendo um curso de ilustração na cidade de Sàrmede, Itália. Devo dizer que voltei um tanto quanto… mudada. Depois de passar duas semanas imersa em ilustração, falando e fazendo apenas isso, é difícil que algo não mude na cabeça da gente, especialmente porque sequer toquei em um computador enquanto estive lá (para ilustrar, digo). Era tudo feito à mão, algo meio raro (infelizmente!) no meu dia-a-dia. Além de tudo, estar longe de seu ambiente, cercado de pessoas que não falam a sua língua, te dá um bom tempo para pensar nas coisas. E como eu pensei! Não vou ficar entrando em detalhes, afinal isso é assunto meio íntimo (ainda que diga respeito ao meu trabalho - já bastam Twitters, Orkuts e Facebooks da vida, né?), mas digo que o que quero agora é enfiar (mais ainda) a cara no trabalho, mas não apenas naquele do dia-a-dia, o que paga as contas - que em geral é um tanto cheio de restrições de editores, e às vezes (ou muitas vezes?) um pouco entediante - mas naquele pessoal, experimental, aquele que nos instiga e nos estimula a continuar. Enfim.



Sàrmede, Treviso - Itália.

Voltando aos cursos, fui à Sàrmede para fazer na verdade dois cursos, com duração de uma semana cada, na escola mantida pela Fondazione Mostra Internazionale di Illustrazione per l’Infanzia Stepan Zavrel , que leva o nome de seu criador, o ilustrador Checo Stepan Zavrel, que foi para Sàrmede no final dos anos 70, e em 1983 fundou a escola. A Fondazione, além de promover cursos de verão e laboratórios, sempre com ilustradores renomados, também realiza diversas exposições itinerantes, sempre com o melhor da ilustração contemporânea. Fiquei encabulada com a dedicação das pessoas envolvidas na organização, e o amor com que realizam esse trabalho, que inclusive é voluntário. Deu vontade de ficar por lá e ajudar também!


Stepan Zavrel e um de seus afrescos.

A primeira semana de curso foi com o ilustrador também Checo Jindra Capek. Não conhecia seu trabalho até ver seu nome no site da Fondazione. Dei uma olhada na internet, e o pouco que encontrei (afinal, muitos dos ilustradores “old school” não são muito chegados nessa vida online de hoje…) me agradou muito! Seu estilo é bem diferente das tendências atuais, bastante detalhista e construído sob uma forte base naturalista. Tive um pouco de dificuldade de me situar nesta primeira semana, senti um certo conflito entre a vontade de experimentar fazer algo diferente - mais detalhado e realista - e minhas tendências naturais em termos de desenho e pintura - mais livres e expressivas. Confesso que fiquei um tanto angustiada por isso, mas no final consegui apreender muitas minúncias técnicas que penso, serão bastante úteis (já estão sendo, na verdade!). E eu não poderia deixar de mencionar também que me diverti horrores com a Taline, amiga querida que mora na Espanha (e que fui conhecer pessoalmente em Sàrmede!), que também fez o curso com o Jindra. Muito vinho, muita pasta e muita conversa fiada!


Jindra Capek e seus originais, que pudemos ver bem de pertinho!


Minha ilustração, para um conto brasileiro (cujo nome não me lembro de jeito nenhum!), em acrílica. O tema deste ano foi “Fábulas do Brasil”

A primeira semana foi ótima em vários sentidos, com direito a voltar (bêbada) pra casa à pé de madrugada, debaixo de chuva, cantando músicas italianas toscas (com a ajuda dos amigos nativos, claro!). Mas a segunda, cujo professor foi o über-foda (e do qual sou fã de carteirinha) Svjetlan Junakovic, meio que me desestabilizou com força. Foi menos “boêmia” (rá!) e mais difícil. Pela primeira vez tive a oportunidade de ouvir alguém (e que alguém!) fazer críticas construtivas ao meu trabalho. E críticas mesmo, pontuais, sinceras e objetivas. E muito pertinentes, sobre coisas que me incomodavam mas que eu não sabia bem apontar, por se tratar de meu trabalho. A isso se juntou o próprio percurso de trabalho durante a semana, e as conversas que tive com o Svjetlan, que dispararam alguma coisa dentro da minha cabeça. Como eu disse no começo, é o tipo de coisa meio íntima demais pra se dividir assim, mas foi uma experiência muito forte mesmo. Esse contato com o Svjetlan me trouxe uma energia muito grande, ele é uma dessas pessoas que contaminam mesmo! Das muitas conversas que tivemos, aquela da qual me lembro mais vivamente foi sobre a importância da inquietude para quem produz arte. Não estar satisfeito nunca é vital para a evolução. Não se deixar levar pelo fácil, por aquilo que virou fórmula. E isso me faz pensar bastante sobre como é fácil se deixar acomodar com nosso próprio trabalho… Nessa segunda semana, produzi três ilustrações. Uma em guache, que detestei (não pela técnica, claro), e outras duas em acrílico, que ao contrário, gostei bastante. E descobri que me dou bem com a tinta acrílica! O próprio Svjetlan observou isso, considerando que com guache me saí um tanto atrapalhada!


Maestro Svjetlan ao fundo com alguns alunos, e sua mesa. Embaixo, as duas ilus que ficaram legais. As fotos estão meio ruins porque foram tiradas com meu Nintendo DSi, já que minha câmera caiu no chão e quebrou no final da primeira semana…

Depois de 20 dias (sim, na verdade foram 20 dias na Itália) mergulhada em ilustração, sem essas distrações todas e sem obrigações com trabalho, voltei para a casa diferente. Como isso vai se refletir em meu trabalho, é algo que ainda não sei dizer. O fato é que voltei com muita vontade de mexer com papéis e tintas, e perdi boa parte do medo de errar sem ter um CTRL+Z. Não foi muito tempo, mas foi o suficiente para mexer bastante comigo. As informações ainda estão sendo processadas, e pouco a pouco, creio, as mudanças aparecerão. Ano que vem estarei em Sàrmede novamente, para mais. ;)

P.S.: Àqueles que quiserem ver mais fotos, dêem um pulinho no meu Flickr!

Site novo?

Aviso aos navegantes: meu site está oficialmente em reforma. Enquanto isso, meus trabalhos ficarão expostos no site Ultra Book. :)

Digital painting

Dois posts em um dia? Es uno milagro!

Captura de tela que fiz enquanto pintava uma cena de uma hq curta que estou fazendo. Meus dotes na edição são limitados, não reparem na tosqueira à la Windows Movie Maker…

Quando desenho e cerveja se encontram…

É com grande alegria no coração (ui!) que anuncio aqui o nosso primeiro encontro de ilustradores na capital goianiense, o Empadão Ilustrado!

Estarei lá, prometo! ;)

Finalmente!

Para aqueles que vivem em Goiânia, e quiserem me ver ao vivo e a cores falando sobre meu trabalho do mestrado (ui!), eis o convite:



Espero vocês lá!

Vive La France!

Há algum tempo venho querendo manter posts regulares sobre artistas que me inspiram, e embora eu tenha feito isso em parte com o meu Tumblr, onde faço uma seleção não apenas de pinturas e ilustrações, mas de todo tipo de imagem inspiradora, ainda não era o que eu tinha em mente. Então, para o primeiro post sobre o assunto “pós-mestrado” (não literalmente, já que ainda não defendi minha dissertação), escolhi alguns ilustradores franceses contemporâneos que muito tem me inspirado, não apenas pelo estilo, mas pela versatilidade: a maioria trabalha não apenas com ilustração, mas também com “BD” (bande dessinée - quadrinhos) e concept design, transitando entre o manual e o digital com uma destreza admirável. São artistas que se destacam por um estilo bem francês, artisticamente impecável, sempre abordando a fantasia como temática que fala tanto aos pequenos quanto a nós, adultos.
Ei-los:

Aurélie Neyret

Aurélie Neyret

Uma ilustradora que tem me inspirado muito nos últimos tempos. Seu estilo é marcante, fluido e cheio de vida, e ela faz (muito) bem tudo a que se propõe, em técnicas diversas. Quase dá vontade de desistir e abrir uma barraquinha de pastel na feira…

………

Jérémie Almanza


Jérémie Almanza

Outro ilustrador francês cujo trabalho maravilhoso me deixa de boca aberta é Jérémie Almanza, autor do lindo álbum Eco. O uso que ele faz da luz me deixa boquiaberta, e me dá vergonha por minha falta de domínio sobre tal elemento! Quero muito comprar um de seus livros, mas obviamente teria que ser importado da França, já que não há sequer chance de saírem por aqui…

………

Benjamin Lacombe

Benjamin Lacombe

Ilustrador de estilo mais tradicional, utiliza tinta a óleo em muitos de seus trabalhos. Gosto muito de como ele constrói um senso de nobreza em seus desenhos de figura humana, e suas pinturas possuem um quê de retrato antigo, inspiração que fica explícita ao visitar seu blog.

………

Clément Lefévre

Clément Lefévre

As ilustrações de Clément Lefévre são cheias de cores e texturas, adoro a maneira como ele caracteriza o clima de suas imagens. Ele é mais um ilustrador que trabalha a luz como elemento importante em suas composições, e como o faz incrivelmente bem! Suas ilustrações digitais são tão bem-acabadas que é quase impossível distinguí-las como tal. Adoro!

………

Bom, estes são alguns dos ilustradores franceses que tem estado no meu top top, e que tenho utilizado como fonte de inspiração e estímulo para estudar mais a fundo composição, cor, forma e luz. Eles representam bem o que se tem feito na França em termos de ilustração, e me identifico bastante com seus trabalhos. Não são os unicos, claro; eu poderia escrever um post gigantesco somente com ilustradores franceses contemporâneos, mas fica para depois. Está tarde, e tive um longo dia. Au revoir!

A volta dos que não foram (ou: sobrevivendo a pós-graduação)

Working
Montando os cinco bonecos do livro para os membros da banca de defesa.

Finalmente, depois de quatro meses de sofrimento ininterrupto, consegui entregar minha dissertação nesta última segunda-feira. Nos dois anos do mestrado, assim como a maioria acabei me enrolando e deixando o mais difícil para o final. Para quem não sabe, faço - ou melhor, estou em vias de terminar - o mestrado em Cultura Visual da FAV (UFG). Meu trabalho, consiste na produção de um livro ilustrado infantil através de técnicas de gravura, acompanhada da reflexão teórica sobre os processos nela envolvidos. No caso, o foco são as ilustrações, que foram feitas inteiramente à mão e deram um trabalho inacreditável. Existe um ramo dentro da pesquisa acadêmica chamado “pesquisa em arte”, conhecida também como pesquisa em “poéticas visuais”, onde o artista (não necessariamente artista plástico, claro) foca o discurso em torno do trabalho prático que realiza, seja de que tipo for. No meu projeto, fiz reflexões sobre os processos manuais de criação de ilustração, em comparação àqueles realizados digitalmente, suas semelhanças e diferenças. E cheguei a alguns caminhos - sim, caminhos e não conclusões; estas são para doutorado - bastante interessantes. Mas vou deixar para entrar em detalhes depois da defesa, que será dia 7 de maio, às 9h da manhã, no auditório da FAV. Quem for de Goiânia - ou estiver passando por aqui - e estiver afim de ir, é só aparecer, no big deal. São apenas 20 minutos de apresentação, e estarei exibindo uma cópia do livro que produzi - chamado “A Última Princesa” - para quem quiser conferir.

Ah, e logo eu divulgo o e-flyer também! ;)

- Próxima Página »